sexta-feira, 25 de março de 2011

Um paraense no Rio

Começando uma nova Sessão aqui no blog mais visitado... pela minha mãe e talvez dois parentes (minha namorada desistiu, eu acho). Um paraense no Rio contará minhas aventuras por esse estado maravilhoso, [insira adjetivos elogiosos aqui].

Bom, mudei. Com um pouco de coragem, cara de pau e 300 reais na carteira (oi mãe, não eram mil) me mudei pra Niterói semana passada (data estelar 19 de março de 2011, Data, me traga o café). Objetivo simples e claro de dominar o mundo e mais 24 planetas a minha escolha. Fácil. Bom, quase...

O Rio é bem grande [dãã] e não deixa de me causar estranheza o fato de que uma viagem do trabalho pra casa possa durar 3 HORAS. Também é estranho o fato de as pessoas estarem acostumadas com o transito ruim e horas de engarrafamento. É engraçado. Em Belém (lá de onde eu vim... #retirantestyle), podes ir ANDANDO de um lugar a outro, desde que estejas consciente de que vai chegar ao lugar que queres ensopado de suor. Não sei se repararam mais falei em belemense. Nós usamos o "tu" como pronome e conjugamos de maneira correta (gaúchos sucks) o que causa estranheza para alguns daqui. Na primeira vez que vim pra cá, ainda como turista, quando eu disse pra um carioca "tu dizes", o cara me olhou estranho e perguntou: "po cara, porque cê tá falando que nem Jesus, bróder?". Queria dizer que segundo o Pascoale Cipro Neto, o nome disso é português e é usado no Brasil, alguns países da África, Portugal e algumas localidades da China (algum amigo carioca chiando em 5, 4, 3...).

Outra coisa interessante: cariocas andando em calçadas não dão passagem. ELES QUEREM PASSAR NO MEIO DE VOCÊ. Dá quase medo andar nas ruas do centro do Rio. As pessoas não te esbarram, elas te atacam. Fui violentamente atropelado por uma velinha que devia ter uns 80 anos. Ela me ameaçou com um andador e tudo. Tenso demais...

Hum... ah, descobri que aqui, mingau de milho = canjica. Ou o que a gente em Belém chama de mingau de milho aqui é chamado de canjica (essa descoberta mudará os rumos da humanidade).

Bom, por enquanto é só, vou alí viver mais um pouquinho pra ter assunto.

Bonito pacas, né não?